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  • 29 de ago. de 2018
  • 1 min de leitura

"Hoje no Dia de Luta de Conscientização e de Visibilidade Lésbica devemos reafirmar nossa existência enquanto pessoas portadoras de direitos civis como qualquer outra.

Em uma sociedade sexista, machista, misógina, LBTIfobica e além de tudo desumana, nossa voz e nosso brado são as únicas formas de nos mantermos integras em nossa dignidade.


De nada adianta a sociedade contemporânea viver e reproduzir comportamentos medievais para patrulhar a manifestação da sexualidade alheia. Este patrulhamento em pleno século XXI vem nos impondo angústia, sofrimento e dor.


A violência do preconceito e as violências físicas impostas pelo estupro corretivo, pela associação de nossa sexualidade a fetiches eróticos, traduzem a vilania e irracionalidade do gênero humano para com o universo feminino.


Nós, mulheres feministas lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais que representamos a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E INTERSEXOS – ABGLT, repudiamos todas as formas de opressão e preconceito de gênero e, ainda, reafirmamos nosso compromisso com o envelhecimento saudável, com a preservação do meio ambiente e da qualidade de vida.


Este é um dia de comemoração dos avanços e de luta e combate ao retrocesso.


Por uma sociedade, livre, igualitária, justa e livre de preconceitos! Vamos em frente contra o golpe, contra o medo e contra a opressão!"


Por Denise Carvalho.

Diretora de Mulheres da ABGLT. 💜

 

O coletivo Vote LGBT, um dos grandes parceiros da ABGLT, construiu uma pesquisa importante sobre o perfil político dos participantes das manifestações de Orgulho LGBTI+, como as Paradas LGBTI+ e as Caminhadas das Mulheres Lésbicas e Bissexuais, realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre os anos de 2016 e 2018. Os dados são super interessantes e ajudam a entender a população LGBTI+.


Em ano eleitoral, é fundamental estarmos de olho em candidaturas que conheçam o perfil da nossa população e que defendam as nossas pautas! Um dos dados importantes coletados pelo Vote LGBT, é que a maior parte das manifestantes não se identificam enquanto esquerda ou direita, porém, ao somar quem se define enquanto esquerda e centro-esquerda, há uma forte tendência para essa posição. Outro ponto importantíssimo, é que as manifestações LGBTI+ são cada vez mais negras, mais jovens e mais diversas. O close é certíssimo!🤩🌈


➡ Assista o vídeo completo com os 10 dados chave:


Faça o download do material e compartilhe com todas as manas e monas.

 
  • 31 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Por Johnny Hooker, Renata de Carvalho e todas as artivistas em defesa das orientações sexuais e identidades de gênero

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) vem, através deste, manifestar total apoio e solidariedade ao cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker que, desde a última sexta-feira (27), tem sido alvo de ataques protagonizados por oportunistas religiosos, após protestar durante seu show no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) contra a tentativa de proibir o espetáculo "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu", protagonizado pela atriz transexual Renata Carvalho, como parte da programação do festival. Após tentativas semelhantes de proibições em cidades como Jundiaí (SP), Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e no Rio de Janeiro (RJ), a peça passou por batalha jurídica para compor a programação do festival pernambucano.


Acreditamos que as repetidas tentativas de censura contra a peça e os ataques e denúncias sofridos por Johnny Hooker são reflexos da intolerância e LGBTIfobia presentes na nossa sociedade. Renata Carvalho, atriz protagonista da peça, se posicionou em entrevista ao jornal O Globo, afirmando que “Jesus é tido como a imagem e semelhança de todo mundo, menos de nós pessoas trans”, levantando questionamento sobre a falta de tolerância e respeito com as pessoas trans e seus corpos. Nesse sentido, entendemos o protesto do cantor, ao declarar que “Jesus é travesti sim”, como fundamental na luta contra a censura e silenciamento da população transexual e travesti.


A ABGLT reconhece que artistas como Johnny, Renata e tantas outras tem emprestado sua arte para um ativismo em defesa de nossa luta e de nossos corpos, o que tem incomodado de sobremaneira o patriarcado e o machismo que reforçam as violações diárias a todas nós LGBTI+. Por isso nos solidarizamos e nos colocamos a disposição para todo e qualquer tipo de apoio necessário. Estaremos sempre em defesa irrestrita a estas artistas e a todas que defendam a livre existência de nossas corporeidades. LGBTIfobicos não passarão!

 
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