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O coletivo Vote LGBT, um dos grandes parceiros da ABGLT, construiu uma pesquisa importante sobre o perfil político dos participantes das manifestações de Orgulho LGBTI+, como as Paradas LGBTI+ e as Caminhadas das Mulheres Lésbicas e Bissexuais, realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre os anos de 2016 e 2018. Os dados são super interessantes e ajudam a entender a população LGBTI+.


Em ano eleitoral, é fundamental estarmos de olho em candidaturas que conheçam o perfil da nossa população e que defendam as nossas pautas! Um dos dados importantes coletados pelo Vote LGBT, é que a maior parte das manifestantes não se identificam enquanto esquerda ou direita, porém, ao somar quem se define enquanto esquerda e centro-esquerda, há uma forte tendência para essa posição. Outro ponto importantíssimo, é que as manifestações LGBTI+ são cada vez mais negras, mais jovens e mais diversas. O close é certíssimo!🤩🌈


➡ Assista o vídeo completo com os 10 dados chave:


Faça o download do material e compartilhe com todas as manas e monas.

 
  • 31 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Por Johnny Hooker, Renata de Carvalho e todas as artivistas em defesa das orientações sexuais e identidades de gênero

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) vem, através deste, manifestar total apoio e solidariedade ao cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker que, desde a última sexta-feira (27), tem sido alvo de ataques protagonizados por oportunistas religiosos, após protestar durante seu show no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) contra a tentativa de proibir o espetáculo "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu", protagonizado pela atriz transexual Renata Carvalho, como parte da programação do festival. Após tentativas semelhantes de proibições em cidades como Jundiaí (SP), Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e no Rio de Janeiro (RJ), a peça passou por batalha jurídica para compor a programação do festival pernambucano.


Acreditamos que as repetidas tentativas de censura contra a peça e os ataques e denúncias sofridos por Johnny Hooker são reflexos da intolerância e LGBTIfobia presentes na nossa sociedade. Renata Carvalho, atriz protagonista da peça, se posicionou em entrevista ao jornal O Globo, afirmando que “Jesus é tido como a imagem e semelhança de todo mundo, menos de nós pessoas trans”, levantando questionamento sobre a falta de tolerância e respeito com as pessoas trans e seus corpos. Nesse sentido, entendemos o protesto do cantor, ao declarar que “Jesus é travesti sim”, como fundamental na luta contra a censura e silenciamento da população transexual e travesti.


A ABGLT reconhece que artistas como Johnny, Renata e tantas outras tem emprestado sua arte para um ativismo em defesa de nossa luta e de nossos corpos, o que tem incomodado de sobremaneira o patriarcado e o machismo que reforçam as violações diárias a todas nós LGBTI+. Por isso nos solidarizamos e nos colocamos a disposição para todo e qualquer tipo de apoio necessário. Estaremos sempre em defesa irrestrita a estas artistas e a todas que defendam a livre existência de nossas corporeidades. LGBTIfobicos não passarão!

 



No último dia 13, um dos três filhos de Jair Bolsonaro, Carlos Eduardo, que ocupa cargo de vereador no Rio de Janeiro pelo Partido Social Cristão (PSC), usou o twitter para postar um cartaz falsificado e afirmar que grupos LGBTI+ estariam defendendo a pedofilia, adicionando a letra "P" a sigla.


O pôster divulgado por um dos membros da família Bolsonaro já circula na internet há muito tempo e foi comprovado como falso, mais de uma vez, por diferentes sites. O site Snopes, por exemplo, apurou as origens do mesmo material que Bolsonaro postou, comprovando que é falso. “Esse não é um panfleto verdadeiro de um grupo LGBT, e não existe nenhum grupo LGBT que tolere a pedofilia, e muito menos algum que tenha anunciado que a letra “P” seria adicionada à sigla como forma de demostrar apoio à pedofilia”, concluiu o website.


Na investigação feita pelo Snopes, o panfleto falso surgiu no website 4chan, conhecido por ser origem de diversas fraudes e disseminador de fake news. A discussão entre os usuários do 4chan ainda se encontra acessível no site. Nela é possível ver usuários conversando sobre a melhor forma de fazer com que o panfleto falso fosse verossímil para conseguir convencer as pessoas que grupos LGBTI+ estariam incorporando a palavra "pedofilia" em sua sigla, vendo com vantagem convencer a população de associar LGBTIs a pedófilos. Algumas mensagens reafirmam o teor opressor da ação, onde homens gays são chamados de forma pejorativa como "bichas" e associados a "vermes".


Em declaração, Symmy Larrat, presidentra da ABGLT, defende que é inadmissível a tentativa de associar o movimento LGBTI+ a pedofilia, especialmente quando uma das principais lutas é a proteção da criança e do adolescente LGBTI+. "Somos contra a pedofilia, assim como o estupro corretivo, o abuso sexual e a violência que as crianças sofrem, muitas vezes dentro de casa", afirma.


A ABGLT repudia qualquer forma de associação do movimento LGBTI+ a pedofilia, afirmando em seu estatuto (Art. 9º do Capítulo II) que organizações que defendam a pedofilia não podem ser parte do quadro de afiliadas da ABGLT. Entendemos que a tentativa de associação é exemplo de desonestidade política e reflexo de uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais.

 
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